Eu não sou mal humorada. Pelo contrário, você vai
se divertir muito ao meu lado. Mas isso não quer dizer que eu não fique mal
humorada. Agora, verdade seja dita, sou meio rabugenta. Esta dica é para
aquelas pessoas que não entendem a diferença entre mau humor e rabugice. Então,
vamos lá. Rabugice é fazer reclamações. Ela deve ser encarada como um espírito
crítico apurado, porque veja bem, quem não se incomoda com os defeitos do que
está a sua volta no cotidiano, ou não liga para eles ou simplesmente é muito
avoado para sequer percebê-los. E o que eu quero dizer com isso? Eu estou
sempre reclamando de alguma coisa, mas, se você parar para prestar atenção nas
minhas queixas, você verá que tenho razão. Entenda que não faço isso para
perturbar ninguém. É fisiológico para eu querer melhorar o funcionamento de
tudo e o primeiro passo para fazê-lo é identificar o problema em si. E mau
humor? Bom, mau humor é aquele estado de espírito que contamina todo mundo. A
pessoa mal humorada parece que fica carregada: aonde ela chega, a atmosfera se
torna pesada. O que ocorre é, em geral, as pessoas confundem porque quem está
mal humorado fica rabugento. Mas mais engraçado é que, eu, quando estou mal
humorada, deixo de ficar rabugenta e passo a ficar monossilábica. O que
convenhamos, pode ser ainda pior do que distribuir patadas, mas é justamente
isso que estou evitando fazer. Portanto, racionalize a questão: se estou
falando algo que faz sentindo, ainda que você não concorde, não estou de mau
humor: é apenas meu estado natural de rabugice. Ao invés de se chatear com
isso, tente achar engraçadinho ou, se for muito difícil para vc, faça um
crítica (construtiva). Você pode dizer algo do tipo: “vc tem razão de achar que
isso não está funcionando direito, mas outras pessoas não pensam assim e você
pode ofendê-las e não acho que é isso que você quer, certo? Então, será que não
dava para você guardar seus comentários para você mesmo?” Uma confissão: às
vezes eu nem percebo que estou reclamando então uma puxada gentil de orelha vem
bem a calhar. Só não espere que o involuntário balançar de cabeça de reprovação
não esteja presente, ainda que bem discreto. Mas não se preocupe isso talvez
nem venha a ser percebido.
Sintam-se à vontade!
Neste Blog você vai encontrar uma variedades de pensamentos, desabafos, argumentos, bobagens, incoerências, paranóias, conclusões, insultos, enfim, assuntos diversos, porque na vida é preciso diversificar.
Saiba que aqui não são textos, são sentimentos. As palavras saem e nem sempre faço questão de ler novamente para ver como ficou. A cada leitura é um novo sentimento e já existem muitos deles dentro de mim.
É normal ter preguiça de ler, mas não julgue-os pelo tamanho.
Aqui os sentimentos ganham vida.
Saiba que aqui não são textos, são sentimentos. As palavras saem e nem sempre faço questão de ler novamente para ver como ficou. A cada leitura é um novo sentimento e já existem muitos deles dentro de mim.
É normal ter preguiça de ler, mas não julgue-os pelo tamanho.
Aqui os sentimentos ganham vida.
terça-feira, 1 de novembro de 2011
MAL – HUMOR
Recapitulando:
rabugice é meu estado fisiológico, mesmo que eu seja esperta suficiente para
reclamar de modo bem sutil, mas mau humor não é. Na verdade, em geral, sou até
muito bem humorada. Se você tem dificuldade em perceber a diferença da rabugice
habitual para o mau humor, gaste um minutinho me observando. Um bom indício de
que eu estou mal humorada é notar que eu estou muito quieta e não estou
reclamando de nada. Portanto, se você gosta de mim, é bom saber de algumas
coisas que muito provavelmente vão me deixar mal humorada. Agora, se você,
propositalmente, quer me deixar mal humorada, uma dica: não o faça! Você já me
viu de verdade mal humorada? Quem já viu garante que não é uma visão muito
agradável. Quando estou mal humorada quero ficar quietinha porque estou fazendo
um esforço sobre-humano para não sair metendo boca em ninguém. É sério! Dá uma
vontade animal de fazer algo bem irracional e físico, já que nossa
racionalidade não presta para nada mesmo. Aí começo a falar! E, por mais que eu
tente, não perco minha racionalidade, ou seja, vou falar a verdade, pegando nos
pontos fracos e dolorosos da pessoa. Não recomendo! Então vai a dica. Se você
não notou meu silêncio, mas notou que eu estou bufando (às vezes acontece) ou simplesmente
eu te dei uma resposta meio atravessada, saí de perto e me deixa quieta. Depois
que passar, você vai ter toda a razão de ir meter o dedo na minha cara e dizer
que não gostou do modo como eu te tratei. Eu vou me se sentir o pior ser humano
da face da terra e vou pedir desculpas, mas colocar o dedo na minha cara quando
estou mal humorada é tão sábio quanto balançar um tecido vermelho na frente de
um búfalo selvagem. Deu para pescar a imagem?
INJUSTIÇA
Ser injustiçados e presenciar uma injustiça também
e a morte para mim. Porque injustiça me incomoda tanto? Simples, eu gosto de
conquistar certo? Gosto de desafios e gosto de vencê-los por nossos próprios
méritos. Por quê? Bom, existe algo mais justo do que batalhar para conseguir
realizar? Então, se você parar para pensar, esse é um indicativo de que o
conceito de justiça é algo subliminar nas minhas atitudes. Outro exemplo?
Relacionado ao amor, muitas vezes eu sinto que preciso merecer, ser digna da
pessoa e daquele sentimento tão inebriante. Do contrário, estarei sendo injusta
com a pessoa. Por causa disso, muitas vezes eu abro mão de alguém que me ama, e
esse alguém nunca conseguirá entender, porque pensará que se EU amasse de
verdade, eu não estaria fazendo isso. O que acaba se configurando numa
injustiça porque o que ocorre é precisamente o contrário. Assim, esse conceito
de justiça é algo circundante na minha neurose. Ser injustiçada ou presenciar
uma injustiça fere em um nível que eu não consigo identificar bem, porque, na
verdade, me fere por inteira e todo meu conjunto muito rígido de percepções de
certo e errado. E essa é a receita para o meu mau humor, especialmente, se não
houver nada que eu possa fazer a respeito. A dica? Em qualquer situação, mesmo
quando eu estiver errada, haja de maneira justa comigo. Repreenda-me pelo meu
erro e não inclua tudo aquilo que você não gosta na minha personalidade e que
não tem nada a ver com o caso.
IRRESPONSABILIDADE
Acontece quando alguém não fez o que devia e a
culpa caiu em cima de mim. Ser responsabilizada por algo que não era de minha
responsabilidade traz a sensação de injustiça. Mas mesmo os casos mais leves já
podem me deixar irritada. Entenda, irresponsabilidade é vista por mim como um
grave defeito! Se eu estou sempre me desdobrando para cumprir minhas obrigações
(que são muitas e, em geral, complexas) porque as outras pessoas não podem
fazer o mesmo? E, de maneira geral, se você observar os motivos que levam uma
pessoa a ser irresponsável, perceberá que eles são meramente egoístas. Então,
se junta aí uma falta de visão de conjunto que também me incomoda. Outro
aspecto da irresponsabilidade alheia é o fato de me deixar desconfiada. Na
minha cabeça é como se eu simplesmente não pudesse confiar nos outros no que se
refere ao cumprimento de tarefas e prazos e assim eu acabo me sobrecarregando
ainda mais e ficando naquele estado de tensão que quem convive comigo sabe bem
como é. Mas aí o que fazer? Além do óbvio de cumprir com o que você disse que
faria, caso você saiba que vai acontecer, antecipe que alguém não vai cumprir a
palavra e vai me deixar na mão. Eu vou ficar brava na hora, mas vou me ocupar e
me programar para poder fazer a parte do outro. Acredite em mim, a irritação
vai ser BEM menor e talvez eu até fique felizinha comigo mesma (e com você por
ter avisado, ainda que eu não reconheça isso verbalmente) se conseguir fazer
tudo dentro do prazo.
FALSIDADE
Falsidade me irrita por dois motivos. O mais
óbvio é quando não percebo a falsidade e acabo me deixando enganar por um
tempo. Algumas vezes chego a depositar certa parcela de confiança. Pois bem,
quando descubro que estava sendo feita de boba, me sinto traída. Isso já seria
horrível para qualquer pessoa, mas para mim, a coisa assume uma proporção maior
porque eu fico pensando: “Me enganou porque eu fui muito boba de ter me deixado
enganar. Eu devia ter percebido. Tinha sinais sobre o verdadeiro caráter dessa
pessoa e eu não percebi.” Somadas à sensação de punhal nas costas, se vão
longas sessões de autoflagelação psicológica! E o outro caso? O outro caso é
quando eu percebi logo de cara que a pessoa tem duas caras, mas parece que mais
ninguém no mundo consegue enxergar isso. Esse caso é ainda pior! Porque me
sinto impotente e injustiçada. Impotência porque é muito difícil mostrar ao
mundo (como dá vontade de fazer) a verdadeira face dessa pessoa e esta vai só
se dando bem na lábia, o que configura a injustiça (já que eu tenho que
trabalhar duro para conseguir o que essa pessoa consegue soltando um elogio bem
colocado). A injustiça também aparece quando eu caio na besteira de comentar
minha opinião com alguém e acabo ouvindo que além de louca eu devo estar
morrendo de inveja dessa pessoa. Faça-me o favor! A dica: seja sincero comigo.
Como você pode perceber, falsidade me irrita e muito. E como sou gato escaldado
porque existe muita gente falsa nesse mundo, posso acabar sendo extrema em caso
de uma mentirinha mais boba (não pela mentirinha, mas por uma questão de trauma
mesmo).
domingo, 30 de outubro de 2011
DE: mim - PARA: mim.
As próximas postagem serão um verdadeiro Manual de Instruções by Elizabeth Souza.
Será um verdadeiro raio X da minha pessoa.
Tem muita coisa no arquivo.
Será um verdadeiro raio X da minha pessoa.
Tem muita coisa no arquivo.
Estou de volta
De volta ao meu blog. Obá!
Finamente foi recuperado.
Nenhuma palavra neste momento iria expressar tamanha alegria.
Finamente foi recuperado.
Nenhuma palavra neste momento iria expressar tamanha alegria.
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