Sintam-se à vontade!

Neste Blog você vai encontrar uma variedades de pensamentos, desabafos, argumentos, bobagens, incoerências, paranóias, conclusões, insultos, enfim, assuntos diversos, porque na vida é preciso diversificar.

Saiba que aqui não são textos, são sentimentos. As palavras saem e nem sempre faço questão de ler novamente para ver como ficou. A cada leitura é um novo sentimento e já existem muitos deles dentro de mim.

É normal ter preguiça de ler, mas não julgue-os pelo tamanho.

Aqui os sentimentos ganham vida.

terça-feira, 1 de novembro de 2011

ROMANTISMO

Se você me ama e acha linda a cena do balcão de Romeu e Julieta, se chora com final de novela e se derrete com declarações de amor gritadas aos quatro ventos, você está amando a pessoa errada, ou pelo menos não espere que eu compartilhe estas lágrimas com você. Experimente dizer que adora a peça mencionada acima e sabe o que eu te diria? “Acorda para vida, querido. Romeu e Julieta são neoclássicos, não é românticos. Eles morrem no final e não viveram um grande amor porque simplesmente não se conheciam o suficiente. Se ficassem velhos, e fosse prática na época, o casamento ia acabar em divórcio. Eles eram só dois adolescentes idiotas que se apaixonaram e o objetivo de Shakespeare era retratar o quanto a intolerância pode destruir. O dito amor deles era um pretexto para passar essa idéia. Nada mais. Maior história de amor de todos os tempos uma ova!” Ok, talvez eu não te diga isso sobre a peça, mas penso isso sim. E, à medida que se convive comigo, você vai ouvir comentários extremamente racionais e descrentes sobre esse sensacionalismo romântico. Isso quer dizer que não sou romântica? Nãããããõ! Está para surgir uma pessoa mais romântica no sentido real da palavra. No fundo, no fundo, eu quero encontrar “A” pessoa com quem vou passar a vida inteira. Eu realmente acredito que amor, se é amor, dura para sempre. Por mais piegas e estranho que possa parecer, eu acredito no amor, sublime amor. Mas, devido, talvez, à minha distorção da percepção da realidade, eu desconfio das ditas provas de amor, da necessidade de expressar os sentimentos em público, daquela sensação que as pessoas chamam de amor, mas que vem fácil e vai fácil. Lembre-se que sou descrente da felicidade cor-de-rosa. Apaixonar-se é ótimo, mas dura pouco e o efêmero não combina comigo. Portanto, quero o autêntico amor, não os dos contos de fadas. É verdade, não tenho esse comportamento marketing-romântico moderno. Mas não confunda isso com alguém que não acredita no amor. Acredito nele, mas sei que ele não é assim tão fácil de conseguir e manter. Sendo assim, não me ofereça nada além do melhor! Quer ver um filme romântico comigo? Não aposte no da safra de Uma Linda Mulher. Não são necessários lindos finais felizes e melados. Eu não gosto de dar e receber bombons e flores e não sonho um dia ser acordada de madrugada ou acordar alguém nesse horário infeliz com uma serenata.

Estou querendo ser bem humorada tentando explicar um pouco como sou . Então, encare como uma leitura divertida e não como um artigo científico sério. Rss…

ELIZABETH X ELIZABETH


Gosto de falar sobre qualquer assunto, por mais idiota que seja. Sou controladora, perceptiva, capaz de soltar os comentários mais inacreditáveis nas horas menos esperadas. Sou incapaz de fugir de uma disputa intelectual. Tenho uma notável capacidade de me fechar em copas e não revelar nada, tornando tudo um mistério. Eu NUNCA sou a primeira a ser notada em uma festa. Eu chego quieta, com meu vestido elegantérrimo, mas discretos. Minha maquiagem, em geral é suave ou expressiva em apenas um aspecto do rosto.


Muitas vezes, eu não fico nada emocionada com as pessoas que se aproximam de mim em uma festa, tentando puxar conversa. Uns vão embora. Alguns acabam ficando, ainda mais atraídos. Eu sou uma mulher muito difícil de ser conquistada e têm homem que gosta disso. Seletiva e prática ao extremo, se o sujeito desistir muito fácil é sinal de que não estava interessado o suficiente, então, é melhor que não me faça perder tempo. Sou do tipo de mulher que não ri de piada que não acho graça, nem escondo minha inteligência para não ofender o parceiro. Afinal, se o cara não é engraçado ou inteligente ou suficiente, o que ele pode estar querendo comigo? Eu AMO quando entro numa cruzada pelo sucesso. Mas, além do próprio sucesso, eu posso assumir uma faceta familiar – e pobre dos meus filhos ou marido. Por isso, não é impensável, ainda que futuramente seja difícil, me ver uma dona-de-casa. Eu poderia ser uma executiva, mas posso optar em fazer da família ou marido um sucesso, em lugar da minha própria vida profissional. E aí? Você está disposto a ser um projeto bem sucedido? Com certeza serei uma mulher que irei apoiar qualquer iniciativa no campo de trabalho que parecer sensata. Sou uma mulher que dificilmente irá reclamar de uma situação adversa (ao contrário, talvez até ache as circunstâncias mais excitantes). Muito prática, serei capaz de entender melhor o parceiro em seu mundo masculino. Eu protegerei fiel e ferozmente a tudo e a todos que fazem parte de minha vida. E, para quem pensa que sou uma mulher forte demais, saiba que guardo toda minha feminilidade somente para a pessoa que conseguiu passar pelo meu exaustivo crivo de seleção. Às vezes passo uma imagem que, algumas vezes, é totalmente ignorada por mim mesma. Um ar altivo, sim. É o tal “olhar de quem não precisa de nada daquilo”. Como conseqüência, muitas vezes os outros me julgam arrogante. Mas a causa desse olhar pode ser várias, desde uma autoconfiança inabalável até timidez. As causas variam, mas a imagem é a mesma. E eu não acho que exista algo a fazer a esse respeito. Às vezes me surpreende quando dizem que sou misteriosa. Mas a causa desse dito mistério é que eu não gosto de ficar me exibindo. Sou controladora. Acho que tenho direito de escolher quem eu quero. Quem não gosta de uma mulher mais reservada, que vá procurar entre as tantas que adoram mostrar os dentes (nada contra, mas eu não sou assim). O fato é que se você estiver realmente interessado pela minha personalidade forte, você acaba com qualquer “mistério” ou “distanciamento”. Resumindo: sou exigente em todos os aspectos da minha vida. Seria incoerente imaginar que na escolha dos parceiros para um relacionamento romântico seria diferente, certo?


Outra dica: Não tem coisa mais chata do que ficar esperando! Além de ser uma tremenda falta de consideração, é um desgaste emocional pra mim, porque eu fico pensando no tempo que está sendo desperdiçado. Não se atrase de jeito nenhum se você gosta de mim!


PS: ok, acidentes acontecem. Às vezes o universo conspira e até nós chegamos atrasados, mas isso não acontece todo dia. Estar sempre atrasado não tem desculpa!

RABUGISSE E MAU HUMOR

Eu não sou mal humorada. Pelo contrário, você vai se divertir muito ao meu lado. Mas isso não quer dizer que eu não fique mal humorada. Agora, verdade seja dita, sou meio rabugenta. Esta dica é para aquelas pessoas que não entendem a diferença entre mau humor e rabugice. Então, vamos lá. Rabugice é fazer reclamações. Ela deve ser encarada como um espírito crítico apurado, porque veja bem, quem não se incomoda com os defeitos do que está a sua volta no cotidiano, ou não liga para eles ou simplesmente é muito avoado para sequer percebê-los. E o que eu quero dizer com isso? Eu estou sempre reclamando de alguma coisa, mas, se você parar para prestar atenção nas minhas queixas, você verá que tenho razão. Entenda que não faço isso para perturbar ninguém. É fisiológico para eu querer melhorar o funcionamento de tudo e o primeiro passo para fazê-lo é identificar o problema em si. E mau humor? Bom, mau humor é aquele estado de espírito que contamina todo mundo. A pessoa mal humorada parece que fica carregada: aonde ela chega, a atmosfera se torna pesada. O que ocorre é, em geral, as pessoas confundem porque quem está mal humorado fica rabugento. Mas mais engraçado é que, eu, quando estou mal humorada, deixo de ficar rabugenta e passo a ficar monossilábica. O que convenhamos, pode ser ainda pior do que distribuir patadas, mas é justamente isso que estou evitando fazer. Portanto, racionalize a questão: se estou falando algo que faz sentindo, ainda que você não concorde, não estou de mau humor: é apenas meu estado natural de rabugice. Ao invés de se chatear com isso, tente achar engraçadinho ou, se for muito difícil para vc, faça um crítica (construtiva). Você pode dizer algo do tipo: “vc tem razão de achar que isso não está funcionando direito, mas outras pessoas não pensam assim e você pode ofendê-las e não acho que é isso que você quer, certo? Então, será que não dava para você guardar seus comentários para você mesmo?” Uma confissão: às vezes eu nem percebo que estou reclamando então uma puxada gentil de orelha vem bem a calhar. Só não espere que o involuntário balançar de cabeça de reprovação não esteja presente, ainda que bem discreto. Mas não se preocupe isso talvez nem venha a ser percebido.

MAL – HUMOR

Recapitulando: rabugice é meu estado fisiológico, mesmo que eu seja esperta suficiente para reclamar de modo bem sutil, mas mau humor não é. Na verdade, em geral, sou até muito bem humorada. Se você tem dificuldade em perceber a diferença da rabugice habitual para o mau humor, gaste um minutinho me observando. Um bom indício de que eu estou mal humorada é notar que eu estou muito quieta e não estou reclamando de nada. Portanto, se você gosta de mim, é bom saber de algumas coisas que muito provavelmente vão me deixar mal humorada. Agora, se você, propositalmente, quer me deixar mal humorada, uma dica: não o faça! Você já me viu de verdade mal humorada? Quem já viu garante que não é uma visão muito agradável. Quando estou mal humorada quero ficar quietinha porque estou fazendo um esforço sobre-humano para não sair metendo boca em ninguém. É sério! Dá uma vontade animal de fazer algo bem irracional e físico, já que nossa racionalidade não presta para nada mesmo. Aí começo a falar! E, por mais que eu tente, não perco minha racionalidade, ou seja, vou falar a verdade, pegando nos pontos fracos e dolorosos da pessoa. Não recomendo! Então vai a dica. Se você não notou meu silêncio, mas notou que eu estou bufando (às vezes acontece) ou simplesmente eu te dei uma resposta meio atravessada, saí de perto e me deixa quieta. Depois que passar, você vai ter toda a razão de ir meter o dedo na minha cara e dizer que não gostou do modo como eu te tratei. Eu vou me se sentir o pior ser humano da face da terra e vou pedir desculpas, mas colocar o dedo na minha cara quando estou mal humorada é tão sábio quanto balançar um tecido vermelho na frente de um búfalo selvagem. Deu para pescar a imagem?

INJUSTIÇA

Ser injustiçados e presenciar uma injustiça também e a morte para mim. Porque injustiça me incomoda tanto? Simples, eu gosto de conquistar certo? Gosto de desafios e gosto de vencê-los por nossos próprios méritos. Por quê? Bom, existe algo mais justo do que batalhar para conseguir realizar? Então, se você parar para pensar, esse é um indicativo de que o conceito de justiça é algo subliminar nas minhas atitudes. Outro exemplo? Relacionado ao amor, muitas vezes eu sinto que preciso merecer, ser digna da pessoa e daquele sentimento tão inebriante. Do contrário, estarei sendo injusta com a pessoa. Por causa disso, muitas vezes eu abro mão de alguém que me ama, e esse alguém nunca conseguirá entender, porque pensará que se EU amasse de verdade, eu não estaria fazendo isso. O que acaba se configurando numa injustiça porque o que ocorre é precisamente o contrário. Assim, esse conceito de justiça é algo circundante na minha neurose. Ser injustiçada ou presenciar uma injustiça fere em um nível que eu não consigo identificar bem, porque, na verdade, me fere por inteira e todo meu conjunto muito rígido de percepções de certo e errado. E essa é a receita para o meu mau humor, especialmente, se não houver nada que eu possa fazer a respeito. A dica? Em qualquer situação, mesmo quando eu estiver errada, haja de maneira justa comigo. Repreenda-me pelo meu erro e não inclua tudo aquilo que você não gosta na minha personalidade e que não tem nada a ver com o caso.

IRRESPONSABILIDADE

Acontece quando alguém não fez o que devia e a culpa caiu em cima de mim. Ser responsabilizada por algo que não era de minha responsabilidade traz a sensação de injustiça. Mas mesmo os casos mais leves já podem me deixar irritada. Entenda, irresponsabilidade é vista por mim como um grave defeito! Se eu estou sempre me desdobrando para cumprir minhas obrigações (que são muitas e, em geral, complexas) porque as outras pessoas não podem fazer o mesmo? E, de maneira geral, se você observar os motivos que levam uma pessoa a ser irresponsável, perceberá que eles são meramente egoístas. Então, se junta aí uma falta de visão de conjunto que também me incomoda. Outro aspecto da irresponsabilidade alheia é o fato de me deixar desconfiada. Na minha cabeça é como se eu simplesmente não pudesse confiar nos outros no que se refere ao cumprimento de tarefas e prazos e assim eu acabo me sobrecarregando ainda mais e ficando naquele estado de tensão que quem convive comigo sabe bem como é. Mas aí o que fazer? Além do óbvio de cumprir com o que você disse que faria, caso você saiba que vai acontecer, antecipe que alguém não vai cumprir a palavra e vai me deixar na mão. Eu vou ficar brava na hora, mas vou me ocupar e me programar para poder fazer a parte do outro. Acredite em mim, a irritação vai ser BEM menor e talvez eu até fique felizinha comigo mesma (e com você por ter avisado, ainda que eu não reconheça isso verbalmente) se conseguir fazer tudo dentro do prazo.

FALSIDADE

Falsidade me irrita por dois motivos. O mais óbvio é quando não percebo a falsidade e acabo me deixando enganar por um tempo. Algumas vezes chego a depositar certa parcela de confiança. Pois bem, quando descubro que estava sendo feita de boba, me sinto traída. Isso já seria horrível para qualquer pessoa, mas para mim, a coisa assume uma proporção maior porque eu fico pensando: “Me enganou porque eu fui muito boba de ter me deixado enganar. Eu devia ter percebido. Tinha sinais sobre o verdadeiro caráter dessa pessoa e eu não percebi.” Somadas à sensação de punhal nas costas, se vão longas sessões de autoflagelação psicológica! E o outro caso? O outro caso é quando eu percebi logo de cara que a pessoa tem duas caras, mas parece que mais ninguém no mundo consegue enxergar isso. Esse caso é ainda pior! Porque me sinto impotente e injustiçada. Impotência porque é muito difícil mostrar ao mundo (como dá vontade de fazer) a verdadeira face dessa pessoa e esta vai só se dando bem na lábia, o que configura a injustiça (já que eu tenho que trabalhar duro para conseguir o que essa pessoa consegue soltando um elogio bem colocado). A injustiça também aparece quando eu caio na besteira de comentar minha opinião com alguém e acabo ouvindo que além de louca eu devo estar morrendo de inveja dessa pessoa. Faça-me o favor! A dica: seja sincero comigo. Como você pode perceber, falsidade me irrita e muito. E como sou gato escaldado porque existe muita gente falsa nesse mundo, posso acabar sendo extrema em caso de uma mentirinha mais boba (não pela mentirinha, mas por uma questão de trauma mesmo).